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O conhecimento e a arte da
Alfaiataria, entendido como o ato de cortar e coser tecido,
os dois aspectos básicos de construir roupas usando um
modelo, desenvolveu-se lenta e gradualmente na Europa entre
os séculos XII e XIV.
A primeira referencia á
palavra "Tailor" no Dicionário Inglês de Oxford ( The Oxford
English Dictionary) tem a data específica de 1297; Com toda
a Certeza nessa data já as corporações de Alfaiates,
tecelões, e comerciantes afins se encontravam bem
estabelecidos por toda a Europa. |
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| Durante a
Idade Média, A roupa em geral encontrava-se associada ao ato
de esconder o corpo. Com a Renascença, vem o acentuar da
forma humana.
A roupa larga e e sem
forma, aquele que foi o uniforme padrão de toda o Período
Medieval, tão fácilmente construído de uma ou duas peças de
pano, foi encurtado e apertado, eventualmente cortado,
montado e cosido, na tentativa de de dar destaque aos
contornos do corpo humano. Este foi o nascimento da
Alfaiataria, e na realidade da Moda. |
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Estas tentativas de
reconstrução da forma humano moldada em tecido necessitavam
de uma crescente especialização e de organização do
trabalho. Em breve o cortador, (entendido como tal aquele
que faz o padrão) e o Alfaiate (aquele que cose) juntaram-se
a outros artesões como membros importantes da comunidade.
Até esta altura o pano
tinha tido a característica do vestuário e aquele que o
vestia era muitas vezes o responsável pelo design, e em
muitos casos inclusive pela produção das suas próprias
roupas. |
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| Pouco a
pouco, o alfaiate assumiu uma importância equivalente á do
tecelão e gradualmente acabou por o ultrapassar. Mestres
alfaiates, nas cidades em crescimento, tornaram-se
responsáveis por satisfazer as necessidades de vestuário da
sociedade, e a arte e ciência da alfaiataria, tornaram-se
numa altamente especializada, complexa e ciosamente guardada
arte. |
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A medida que as cidades se
desenvolveram tornando-se cidades estados e finalmente
impérios de poder.
Primeiro Itália, depois Espanha e França, tornaram-se os
centros que ditavam a Moda, em consonância, com o poder,
riqueza e influencia desses impérios. |
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| A Itália
atingiu o seu grande florescimento durante a idade de
Michelangelo, seguida por Espanha, no princípio do século
17. A França atingiu o topo da moda durante o reinado de
Luis XIV (1643-1715), quando os jovens bem-vestidos de toda
a Europa se afadigavam em Paris para a renovação dos seus
guarda-roupas. |
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Quase todas as comédias
escritas na segunda metade do século XVII, incluem um papel
de um peralvilho, perfumado, cheio de lacinhos, com a
cabeleira empoada, e fivela de prata no sapato á ultima moda
da época em França. |
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| É de notar
que há data da morte do rei Francês em 1715, tinha começado
já um realinhamento na balança de poder e influencia e Moda.
Notamos também que durante o longo reinado do rei Francês já
estava a ocorrer uma mudança na Roupa Masculina.
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A Meio do século XVII os
homens desistiram de usar o "doublet" (casaco assertoada e
apertado), o "Hose" (peça de vestuário usada com o doublet e
que consistia numa meia-calça que chegava até á cintura) e a
"cloak" (capa) tendo começado a usar casaco, colete e "breeches"
(calças que terminavam normalmente acima do joelho), as 3
peças de vestuário que podemos começar a identificar com a
forma de vestir actual. |
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| Do outro
lado do canal da Mancha, os Ingleses não só tinham
abandonado o "doublet" e a "hose", como ultrapassaram
rapidamente a fase da roupa ricamente bordada "decretada"
pela corte Francesa. |
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Notamos que tinham conseguido
sobreviver uma guerra civil amarga, mas democratizante (l642
- 1649), a qual entre outras coisas tinha posto em questão
os veludos e brocados, as sedas e os cetins, as cabeleiras
empoadas, entre outras ostentações do código de vestuário da
aristocracia Francesa. |
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| Dois
séculos mais tarde, Oscar Wilde, diria que os Puritanos e os
cavaleiros que lutaram essa guerra estavam mais interessados
nos seus hábitos que nas suas convicções morais.
Os Ingleses afastaram-se do
seu altamente decorativo e delicado estilo cortesão e
assumiram formas mais práticas. O vestuário dos fidalgos
rurais e os da nova classe mercantil que nascia durante o
século XVIII, tornou-se progressivamente menos belo e
requintado tornando-se mais sombrio e sóbrio. |
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Nas primeiras décadas do
século XIX a sobriedade (pelo menos no vestir), começou a
permear inclusive os círculos mais íntimos da corte, de tal
forma que Rei, Rainha e e princesas vestiam-se de forma
idêntica á dos seus súbditos. |
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| A meados do
século XIX, chapéus altos, chapéus de chuva e "frock coats"
(casacos a 3/4) estavam largamente em uso -- todos em negro
brilhante, Os Alfaiates Ingleses, particularmente os
Londrinos, dominavam a Moda.
Em primeiro lugar, porque os
ingleses tinham evoluído para uma forma de vestir masculina
que era uma mistura subtil de fidalguia rural, com um toque
de roupa desportiva mais um toque de burguesia comerciante,
produto da tremenda vaga da Revolução industrial. Depois, o
tipo de roupa usada em meios aristocráticos não tinha sido
desenhada a pensar em funcionalidade, antes com preocupações
de decoração, tecidos e cores. |
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Quando o afastamento da
ornamentação e ostentação começou a ocorrer este tornou-se
no primeiro critério na roupa para Homem. Hoje damos como
dado adquirido o conforto no vestuário, mas a idéia do
"encaixar" na roupa masculina é um conceito relativamente
recente. Note-se que é uma idéia que exige grande habilidade
para ser posta em prática. |
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| O Alfaiate
inglês foi treinado para usar tecido a base de lã, e após
anos de experiência e prática, desenvolveu técnicas para
"moldar" a roupa ao corpo sem ter que duplicar exatamente as
formas verdadeiras do utilizador. Em resumo, o alfaiate
podia agora desenvolver uma nova forma de estética no
vestuário; podia imitar o corpo humano e ao mesmo tempo que
o "melhorava" e idealizava !
Já não era uma questão de usar
jardas e mais jardas de brocado de seda.
Os Homens tornaram-se gentis-homens (gentleman), em si mesmo
um conceito recente do século XIX, e perderam a disposição
para comportamentos chamativos em favor da discrição,
simplicidade e perfeição do corte. |
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Foi, em termos de moda o
culminar da mudança empreendida em meados do século XVII: o
Modernismo tinha finalmente chegado.
E o Modernismo era a arte do Alfaiate. Houve tremendas
inovações nos últimos cem anos em termos de moda e da arte
da Alfaiataria; |
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| As máquinas
de costura fazem o trabalho de costurar, produzindo costuras
direitas melhor do que se fossem feitas á mão. Nova
tecnologia no fabrico de tecidos produziram tecidos mais
confortáveis. A Moda adotou a estilos de vida mais
despreocupado e simultaneamente de clima controlado. |
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Contudo a alfaiataria é e
sempre será, uma arte. O Alfaiate ainda crê em criar roupas
de de formas personalizadas, como sempre o fez. |
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| Os
alfaiates podem ser considerados os representantes do
produto único e de qualidade. Essa è no fundo a MARCA da sua
tradição. Hoje alfaiates tanto podem ser encontrados em Roma
como em Richmond, na Virginia, em Paris e em Pittsburgh, em
Hong Kong, Kansas City, Rio e Dallas e é claro em Milan,
Londres, e New York onde existem os mestres desses ofícios.
E continuam a existir de pé á longa sombra da tradição e da
qualidade da tradição artesanal a que é a arte da
Alfaiataria. |
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